No romper da aurora fria,
Gradualmente o cálice se enche e
se esvazia,
Embriagado sangue, alucina,
Perdendo-se do que se aproxima.
Ignorada semente germina,
Nem sempre o que se começa,
termina.
Rochas se movem, descem a colina,
Enterram os pecados da doce
menina.
Face à luz, ofusca visão,
Do que não se vê, não há medo ou
confusão,
Mas, à alma traz gemido e
lamentação,
Admirável frágil vida em
conjunção.
Dissipa-se a inocência de
criança,
Ressurge na essência brotos de
esperança,
Rosa dos ventos sempre em
mudança,
Delineado cíclicos de nossa
herança.
Conjecturam-se renovados axiomas,
dia após dia,
Fazendo o saber se calar a cada
alvorada.
Na existência, a querência e a
ousadia,
O ser e se conhecer, alterando a
jornada.
Energia propulsora aflorada,
Busca-se o que nem sempre esta
manifestada,
Ciclos que em ciclos fica
chancelada,
No espírito desta nossa escalada.

2 comentários:
Belissimo...que palavras....
Susely, obrigado pelas palavras tão bem dispostas, pela harmonia que é tecida em teu texto, pelos significados que revelas de forma lírica. Imagens oníricas que nos levam a outros lugares.
Gostei.
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