quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

UTOPIA



Observo no amanhecer,
Pássaros em liberdade,
Dançando com docilidade,
Na melodia do alvorecer.

Voam sem ansiedade,
Em companheirismo e cumplicidade,
Em sintonia e docilidade,
Solidariedade e simplicidade.

Plainam, cantam e dançam,
Comemoram o nascer de mais um dia,
Em rasantes vôos se cruzam,
Precisos movimentos em harmonia.

Fico ali, a espreitar e imaginar,
Quão felicidade nos traria,
Se na humanidade houvesse a mesma parceria,
E em coerência vivessemos a mesma filosofia.

Entristeço-me, por saber que são delírios de uma utopia,
Mas, será que possível seria um dia?

Susely 


quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

DRAGÃO





És cruel Dragão,
A rondar este meu céu,
Queimando o meu véu,
Acelerando meu coração.

Em cadenciado voar,
Deixas  rastro de magia...
Sedutora fragrância paira no ar,
E minh’alma contagia.

Sob teu quente sussurrar,
Magnetismo a me enfeitiçar,
Sinto o coração abrasar,
E teu fogo me queimar...

Sopre tuas labaredas
Fumegante de paixão...
Conquiste meus territórios,
Meus vales, sem compaixão...

Venha com tua luz divina,
Beber água cristalina,
Desta fonte feminina,
Que te deseja e alucina.

Eu te caço, te laço.
Viro presa, indefesa,
Não importa o que faço,
Tu me deixas sempre acesa...

Quero teu fogo mais ardente,
Teu doce beijo quente,
Teu desejo inconsequente,
Teu olhar mais eloquente...

Enrosque-me em tuas asas,
Me leves ao teu  céu...
Conceda-me o apogeu,
Em teu mar de brancas rosas.

Susely


segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

IMPOSSÍVEL...





Como dança interrompida,

Como o coração de mim afastado,

Como estrela na noite escondida,

Como flor em botão arrancado...

Como despedida ao meio do caminho,

Como caminhar sem destino,

Como tentar voar sem asas,

Como chegar sem ter uma casa...

Como um abraço sem afinidade,

Como amor sem desejo,

Como romance sem beijo,

Um falar sem dizer a verdade...

Como um dia sem horas,

Competição sem vitória,

Como um sonho sem memória,

Errado desvio na trajetória...

Como vida em preto e branco,

O dia-a-dia sentada num banco,

Como andar em floresta sem luz,

Onde o medo e angustia se produz...

Como sol que não aquece,

Primeiro amor que se esquece,

Como um mais um, igual a zero,

Ou não saber o que eu quero...

Tudo tão impossível,

Inconcebível vazio...

Sem sabor e sem cor...

Seria viver em dor,

A vida sem teu amor!

Susely