sábado, 16 de fevereiro de 2013

MÃOS




A vida se constrói...

Na magia do pensamento,
Nos vendavais dos argumentos,
Nos temporais do coração,
Na suave dança das mãos...

Mãos que te tocam,
Que aquecem,
Que plantam,
Que colhem,
Que alimentam,
Que escrevem,
Que libertam,
Que servem,
Que te salvam...

A vida se destrói...
Nos equívocos das palavras,
Nos enganos das ideias,
Nas revoltas do coração,
Na brutal força das mãos...

Mãos que te fazem refém,
Que rasgam,
Que sacodem,
Que aprisionam,
Que ferem,
Que arrancam,
Que destroem,
Que maculam,
Que matam...


Susely


sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

DESEJOS DE MULHER...




Desejo ser mansidão,
Viver na harmonia da emoção,
Mas, meu coração diz: Não!
E se inspira na contradição.
Por isto...
Às vezes sou calmaria,
Outras, pura energia.
Às vezes trago leveza,
Outras, tanta incerteza.
Às vezes te quero tanto,
Outras, desperto teu pranto.
Às vezes sou tua amada,
Outras, não te gosto nada.
Às vezes te deixo perdido,
Outras, tão convencido.
Às vezes te deixo extasiado,
Outras, preocupado.
Às vezes sou tua princesa,
Outras, tua fereza.
Às vezes sou tua feiticeira,
Outras, tua rameira.
Às vezes sou profunda pureza,
Outras, intensa esperteza.
Às vezes te completo,
Outras, te desinquieto.
Às vezes sou teu viver,
Outras, teu padecer...
Desejo ser apenas tua menina amada,
A mulher por ti desejada,
Que te deslumbra e vicia,
Que te seduz e alumia.
Não sei se tens compreensão,
Das sutilezas do meu coração,
Talvez não tenhas noção se quer,
Dos meus desejos de mulher...

Susely

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

ABISMO






Como em chuvas de verão
Ás vezes, as ideias parecem trovão.
Sentimentos conflitantes aflorando no coração,
Escravizando qualquer sensação.

Sem conseguir harmonizar,
Triste comoção a sufocar,
Meu peito geme, lamenta e chora.
E lembrar-te é angústia, que não vai embora.

Faz-se iminente a solidão,
Que arredia machuca, deturpa, vira inquietação.
Melancolia em meu mar a se derramar,
Ermo que nada consegue consolar.

Como folhas de outono ao vento,
Vaga meu pensamento,
Dançando solto ao relento,
Revolto evento em movimento.

Sentimentos desiguais,
Distintos e naturais,
Altercantes ao aflorar,
Odiar ou amar?

É momento de mudança.
Obstáculos, hoje minh’alma ultrapassa.
Razão e emoção na balança,
Fogosidade almejando temperança.

 Como em singelas notas de uma canção,
Eis que algo toca meu coração,
Inusitada inspiração,
Emergindo Compreensão.

E como por encanto,
Dissipa-se o ceticismo.
É a beira do abismo,
Que a vida faz sentido.



 Susely