Como em chuvas de verão
Ás vezes, as ideias parecem trovão.
Sentimentos conflitantes aflorando no coração,
Escravizando qualquer sensação.
Sem conseguir harmonizar,
Triste comoção a sufocar,
Meu peito geme, lamenta e chora.
Meu peito geme, lamenta e chora.
E lembrar-te é angústia, que não vai embora.
Faz-se iminente a solidão,
Que arredia machuca, deturpa, vira inquietação.
Melancolia em meu mar a se derramar,
Ermo que nada consegue consolar.
Como folhas de outono ao vento,
Vaga meu pensamento,
Dançando solto ao relento,
Revolto evento em movimento.
Sentimentos desiguais,
Distintos e naturais,
Altercantes ao aflorar,
Odiar ou amar?
É momento de mudança.
Obstáculos, hoje minh’alma ultrapassa.
Razão e emoção na balança,
Fogosidade almejando temperança.
Como em singelas notas de uma canção,
Eis que algo toca meu coração,
Inusitada inspiração,
Emergindo Compreensão.
E como por encanto,
Dissipa-se o ceticismo.
É a beira do abismo,
Que a vida faz sentido.
Susely
.jpg)

Nenhum comentário:
Postar um comentário