terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

ABISMO






Como em chuvas de verão
Ás vezes, as ideias parecem trovão.
Sentimentos conflitantes aflorando no coração,
Escravizando qualquer sensação.

Sem conseguir harmonizar,
Triste comoção a sufocar,
Meu peito geme, lamenta e chora.
E lembrar-te é angústia, que não vai embora.

Faz-se iminente a solidão,
Que arredia machuca, deturpa, vira inquietação.
Melancolia em meu mar a se derramar,
Ermo que nada consegue consolar.

Como folhas de outono ao vento,
Vaga meu pensamento,
Dançando solto ao relento,
Revolto evento em movimento.

Sentimentos desiguais,
Distintos e naturais,
Altercantes ao aflorar,
Odiar ou amar?

É momento de mudança.
Obstáculos, hoje minh’alma ultrapassa.
Razão e emoção na balança,
Fogosidade almejando temperança.

 Como em singelas notas de uma canção,
Eis que algo toca meu coração,
Inusitada inspiração,
Emergindo Compreensão.

E como por encanto,
Dissipa-se o ceticismo.
É a beira do abismo,
Que a vida faz sentido.



 Susely



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