De
círculos e ciclos,
A vida
repica,
Como os
sinos,
Os
desatinos,
Penetra os miolos,
E redunda
nos olhos...
Lembro-me
daquela menina,
De suas
esperanças,
Dos sonhos
de criança,
Dos
preconceitos que sofria,
Da falta
de amizades que sentia,
Da
solidão...
Mas a
menina cresceu,
Encontrou-se
com a ilusão,
Depois o
amor e então...
De
lagarta, borboleta virou,
Nova vida
experimentou,
Dores,
vivenciou,
E o amor por ela passou...
Das flores
que beijou,
Inusitados
sabores sugou,
Alguns a
fizeram cambalear,
Quase
findar...
Outros, a
fizeram borboletear,
E novos
rumos buscar...
Mas a
existência nunca para,
Continua
seus ciclos,
Em
círculos,
No
picadeiro do circo.
Ciclos que
se vão,
Que não
passarão,
Que trazem
escravidão,
Que deixam
insatisfação,
Ou trazem
redenção.
E os
círculos nos ciclos,
A vida
continua a repicar,
Jamais
quer parar.
Talvez só
irá terminar,
Quando o
aprender da menina,
Mudar a
estação,
Pra outra
dimensão.
Susely

Um comentário:
O tempo fala em teu ouvido esse grito mudo que só a gente escuta, e enquanto o mundo passa... dia e noite se convergem, nossos passos se estagnam no "seja bem-vindo" da caminhada. Enquanto nossos rumos beiram a estrada das voltas, a nossa vida segue o curso natural do dia após dia, e vamos tentando tocar o que o passado vez por outra nos põe em presença inexistencial daquilo que um dia foi... É, está aqui, no hoje que habita nosso "ontem"...
... e o perdão de cada instante nos remete as tais lembranças...!
Beijos!!!
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