quinta-feira, 17 de maio de 2012

CICLOS




De círculos e ciclos,
A vida repica,
Como os sinos,
Os desatinos,
Penetra os miolos,
E redunda nos olhos...

Lembro-me daquela menina,
De suas esperanças,
Dos sonhos de criança,
Dos preconceitos que sofria,
Da falta de amizades que sentia,
Da solidão...

Mas a menina cresceu,
Encontrou-se com a ilusão,
Depois o amor e então...
De lagarta, borboleta virou,
Nova vida experimentou,
Dores, vivenciou,
E o amor por ela passou...

Das flores que beijou,
Inusitados sabores sugou,
Alguns a fizeram cambalear,
Quase findar...
Outros, a fizeram borboletear,
E novos rumos buscar...

Mas a existência nunca para,
Continua seus ciclos,
Em círculos,
No picadeiro do circo.

Ciclos que se vão,
Que não passarão,
Que trazem escravidão,
Que deixam insatisfação,
Ou trazem redenção.

E os círculos nos ciclos,
A vida continua a repicar,
Jamais quer parar.
Talvez só irá terminar,
Quando o aprender da menina,
Mudar a estação,
Pra outra dimensão.

Susely



Um comentário:

Anônimo disse...

O tempo fala em teu ouvido esse grito mudo que só a gente escuta, e enquanto o mundo passa... dia e noite se convergem, nossos passos se estagnam no "seja bem-vindo" da caminhada. Enquanto nossos rumos beiram a estrada das voltas, a nossa vida segue o curso natural do dia após dia, e vamos tentando tocar o que o passado vez por outra nos põe em presença inexistencial daquilo que um dia foi... É, está aqui, no hoje que habita nosso "ontem"...
... e o perdão de cada instante nos remete as tais lembranças...!

Beijos!!!

Postar um comentário