Ouço suave melodia,
Sinto na leve brisa, uma
alquimia.
Nos cabelos uma dança, uma magia,
Sensação que me contagia.
Dançam as flores, folhas e
árvores,
Exalando seus odores,
Jardins em movimento, brincando
com as cores,
Borboletas a bailar, junto dos
beija-flores.
Saio do mundo, viajo no tempo,
Não há emoção, não há pensamento,
Só um grandioso inebriamento.
É como se me transformasse neste
momento.
Num voo planado, sou coruja-das-torres,
Que observa todos os lugares,
Delicadamente bailando pelos
ares.
A vida, a beleza, a riqueza da
paisagem,
Sinto-me parte desta amostragem,
Desta vida que chamam de
“selvagem”.
Não desejo mais voltar,
Pra esta vida, pra este lugar,
Pra esta gente que não sabe
amar.
Mas sei que aqui devo ficar,
Pacientemente aprender, amar e
lutar,
E quem sabe, num dia qualquer,
não mais regressar.
Susely

Um comentário:
Que poesia mais linda....nossa, que delicia te ler...
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