quinta-feira, 12 de abril de 2012

ROSA PROIBIDA




Nos canteiros desta vida,
Mesmo que inibida,
Rubro botão surgia,
Despertando distraída,
Crescendo incontida,
Procurando saída,
Da ditadura incompreendida.

 Flor querida, mas ferida,
Sentia-se enfraquecida.

Num jardim, perdida e esquecida,
Tantas vezes escondida,
Desaguava lágrimas contidas.
Mas, um dia, na mesma lida,
O botão que em rosa se abria,
Como num passe de bruxaria,
Exalou suave alquimia,
E aflorou com supremacia.

Rubras, macias e curvilíneas pétalas,
Sedução em aroma exalas.
Emerge de tua bastilha,
Uma divina armadilha.
Encantos, mistérios e ousadia,
Cobiçado beijo que vicia.

 Destemida da vida,
Ela te cativa, te alicia,
Te usa, te abusa, te silencia...
É puro desejo e malícia...
É rosa bandida...
É rosa proibida.

Susely





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