terça-feira, 10 de abril de 2012

MAR DE GELO




Presa em garras afiadas,
Fincadas, na carne cravada,
Fazendo o sangue jorrar,
Ameaçando a vida,  fazendo urrar...

Dilacerada e perdida,
A alma lamenta e grita,
Procura a saída...
Mas, sair para onde?
Sair de onde?
Neste emaranhado de erros,
Presa em  pesadelos,
Acabo sem rumo,
À beira de um abismo.

Será que a vida é feita de cinzas?
De desperdícios em verdades decaídas?
O que achava certo foi apenas ilusão?
Será que todo este tempo enganado estava o meu coração?

Enganada ou não, me sentia alegre...
Era otimista,  sentia-me da vida aprendiz...
Hoje sinto-me sufocada por tanta coisa errada
E percebo que para isto não estava preparada.

Navego num barco à deriva,
Perdida neste mar de gelo,
S.O.S. não serve como apelo.
Já não há mais alternativa,
Já não quero outra tentativa,
Rumo sem perspectiva...

Quero os olhos abrir,
Mas tenho medo do que me resta ruir.
Então, mantenho-me sobre esta ogiva,
Temendo acordar e não estar viva.
Susely




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