Presa em garras afiadas,
Fincadas, na carne cravada,
Fazendo
o sangue jorrar,
Ameaçando
a vida, fazendo urrar...
Dilacerada
e perdida,
A
alma lamenta e grita,
Procura
a saída...
Mas,
sair para onde?
Sair
de onde?
Neste
emaranhado de erros,
Presa
em pesadelos,
Acabo
sem rumo,
À
beira de um abismo.
Será
que a vida é feita de cinzas?
De
desperdícios em verdades decaídas?
O que achava certo foi apenas ilusão?
Será
que todo este tempo enganado estava o meu coração?
Enganada
ou não, me sentia alegre...
Era
otimista, sentia-me da vida aprendiz...
Hoje sinto-me sufocada por tanta coisa errada
E percebo que para isto não estava preparada.
Navego num barco à deriva,
Perdida
neste mar de gelo,
S.O.S. não serve como apelo.
Já
não há mais alternativa,
Já não quero outra tentativa,
Rumo sem perspectiva...
Quero os olhos abrir,
Mas tenho medo do que me resta ruir.
Então, mantenho-me sobre esta ogiva,
Temendo acordar e não estar viva.
Susely
Susely

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