Ah! Nossos lábios,
Pareciam tão sábios...
Imponentes empórios,
Carregados de mistérios...
Nosso olhar corria, mas na boca
jazia,
Despertando sedutoras
fantasias;
Ambicionando o beijo que no
coração ardia,
Fogoso pecado que não podia...
Inexplicavelmente, mais e mais
ansiava,
O fruto proibido que
nos sonhos se realizava
E num crepúsculo, um beijo tu
roubava.
Teus impetuosos lábios
calientes,
Cálice de bebida ardente,
Embriagando-me...
Enlouquecendo-me...
Deixando-me arfante...
Meus lábios molhados,
selou os teus,
Tatuando rubra marca em teu
coração.
Levando-te por caminhos da
perdição,
Fazendo-te desejar, os desejos
meus...
Afoitos lábios que se tocam.
Arrepios que o corpo não
engana.
Não há censura que os impeçam,
De saciar
os desejos da mente insana.
Susely

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