segunda-feira, 23 de abril de 2012

NOSSOS LÁBIOS






Ah! Nossos lábios,
Pareciam tão sábios...
Imponentes empórios,
Carregados de mistérios...

Nosso olhar corria, mas na boca jazia,
Despertando sedutoras fantasias;
Ambicionando o beijo que no coração ardia,
Fogoso pecado que não podia...

Inexplicavelmente, mais e mais ansiava,
O fruto proibido que nos sonhos se realizava
E num crepúsculo, um beijo tu roubava.

Teus impetuosos lábios calientes,
Cálice de bebida ardente,
Embriagando-me...
Enlouquecendo-me...
Deixando-me arfante...

Meus lábios molhados,  selou os teus,
Tatuando rubra marca em teu coração.
Levando-te por caminhos da perdição,
Fazendo-te desejar, os desejos meus...

Afoitos lábios que se tocam.
Arrepios que o corpo não engana.
Não há censura que os impeçam,
De saciar os desejos da mente insana.

Susely







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