quarta-feira, 18 de abril de 2012

SEM PERDÃO





Fantasmas roubam minha calma,
Gemidos e lamentos ouço,
Neste frio e escuro calabouço,
Vago no abismo da alma.

Doces palavras amargas,
Freneticamente me zombam,
Empunhadas como adagas,
Repetidamente me tombam.

Finco meus pés na solidão,
Clamando - teu canto não mais me afeta!
Imponente miras meu coração
E impiedoso atiras tua seta.

Sinto-me sufocar...
Sinto-me pulverizar...
Tarde demais! Não há salvação!
Tarde demais! Não há perdão!




Susely



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