quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

BARCO A VELA





Gélidas palavras, queimam minh’alma,
Como braseiros, o peito congelam.
Turbulentos pensamentos, nos olhos afloram,
Mas após a fúria, o mar se acalma.

Barco a vela, a navegar,
Em muitas ilhas pôde ancorar.
Solidão é bussola a mostrar,
Que o importante é o simples amar.

Meu coração, pobre veleiro,
Que mal sabia velejar,
Se perdeu no aguaceiro,
Levado pelas ondas do mar.

Onde o oceano é congelado,
Vira deserto petrificado.
O vento, de alva poeira, carregado,
Entulha a visão, faz tudo esgotado.

E mesmo não estando acabado,
O começado, foi terminado.
Mais um barco ancorado,
Nas ruínas do seu legado.

Susely


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