Enclausurada nesta ampulheta,
Aviltada, sob impiedosa
areia,
O tempo em astuta
precipitação,
Macera-me grão a
grão.
Vermelhas lágrimas vertem,
No desespero da fuga.
A poeira alteada me
sufoca,
Me tolhe, me detém...
Encarcerada neste mar de espinhos,
Sou corrompida,
controlada, explorada,
Sou pervertida, assolada e
transformada...
Não importa meus desejos,
anseios e sonhos.
Apavora-me este espectro
hostil.
Este tempo sem compaixão
ou coração.
Indiferente a tudo, com
teu cetro na mão,
É inóspito, é
inglório, é infértil, é senil.
Susely

Um comentário:
É triste...mas magnífico ao memso tempo...aliás anda escrevendo muuuuito...
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