Mergulho
num turbilhão de pensamentos,
Sentimentos
instáveis, intransferíveis.
No fundo
do abismo procuro alento,
Na boca da
fornalha lanço lamentos cabíveis.
Resquício
de lamúria incontido,
Uma
fissura na alma não preenchida.
Mórbida
sensação que assombra a vida,
Rodamoinhos
em um intelecto comedido.
Despojo-me
dos elos com o irrecuperável,
Símbolos
traçados com o inatingível.
Pasma e
perplexidade sobrevêm,
Num
prelúdio já imaginável, mas, não aceitável.
Passado
tem significado de morto...
Que a
sombra da noite o faz enlouquecido.
Súplicas
vazias jogadas ao vento,
Na alma o
silêncio comovido.
Conduzida
pelas sendas do jardim,
Fez-me
tropeçar em intenções malignas.
A noite
abriu seu negro véu sobre mim,
Ensurdece-me
este vendaval de calúnias...
Coração
esmagado, capitula o tédio,
Com tintas
de náusea enfadonha.
Como ondas
de rebentação, abafo este grito colérico,
Pelos
equívocos sobre equívocos de uma imaginação medonha.
Será a
sordidez normal num coração outrora amável?
Será que a
dor pode ser fatal a um coração apunhalado?
Onde se
esconde a razão, se não se conhece a intenção?
A que
ponto chega uma intenção quando se almeja punição?
Irrevogáveis
interrogações, no limiar das questões.
Deduções
sem argumentações, sem palpáveis averiguações.
Abstenho-me
de explicações, de indagações,
Minha
postura sempre expressou minhas propensões...
Susely
Susely

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